
O que aparece quando alguém procura o seu nome no Google
Antes de te chamar, seu cliente digita o seu nome. Este texto mostra como fazer essa busca do jeito certo e o que olhar no resultado.
Higor Pádua · 3 min de leitura
Alguém ouviu falar de você. Anotou o seu nome, abriu o celular e procurou. O que essa pessoa encontrou nos próximos vinte segundos decidiu se ela te chamaria ou não.
Você provavelmente nunca viu essa tela. É difícil: o Google te mostra uma versão sua, moldada por tudo que você já pesquisou e pelos sites em que já entrou. Ele sabe que você é você. O seu cliente não tem esse histórico, e vê outra coisa.
Como fazer a busca do jeito certo
O ponto é simples: você precisa procurar como um estranho procuraria.
- Abra uma janela anônima no navegador. No Chrome é Ctrl+Shift+N; no Safari, Arquivo, Nova Janela Privada.
- Pesquise o seu nome do jeito que uma pessoa comum escreveria. Não o nome completo do CNPJ: o apelido, o nome da rua, a cidade junto. "psicóloga campinas", "nome + especialidade".
- Faça a mesma busca no celular, não só no computador. A maioria das pessoas te procura do celular, e o resultado é diferente.
- Repita sem estar logado na sua conta Google.
Anote o que aparece nos cinco primeiros resultados. Não julgue ainda. Só anote.
O que olhar no que apareceu
Depois de listar, três perguntas resolvem quase tudo.
A primeira coisa é sua? Se o primeiro resultado for um perfil de terceiro, um agregador, uma lista de profissionais ou um cadastro antigo, quem está contando a sua história é outra pessoa. Você perdeu a primeira palavra.
O que aparece está atualizado? Um endereço de um consultório de quatro anos atrás, um telefone que não existe mais, uma foto de outra fase. Isso não é detalhe: é a impressão de que você está desorganizado.
Alguém entende o que você faz? Leia só o que está visível na tela de resultados, sem clicar em nada. Se a pessoa não conseguir explicar para um amigo o que você faz e para quem, ela não vai clicar.
Na maioria das vezes o problema não é falta de competência. É que a busca não conta a história inteira.
O que costuma estar faltando
Nos negócios que eu olho, quase sempre falta uma dessas quatro coisas.
- Perfil do Google não reivindicado. O Google criou uma ficha do seu negócio sozinho e ninguém assumiu. Ela está lá, com informação errada, e é gratuita para corrigir.
- Nenhuma página própria. Só redes sociais. Redes sociais respondem "quem é", mas raramente "por que escolher você".
- Nome inconsistente. Você é "Ana Paula Salvador" no Instagram, "Dra. Ana P. Salvador" no Google e "Clínica Salvador" no cadastro. Para o buscador, são três pessoas diferentes.
- Zero avaliações. Não porque os clientes não gostaram, mas porque ninguém nunca pediu.
Por onde começar, se tiver que escolher uma
Se só der para mexer numa coisa este mês, reivindique o perfil do Google e padronize o nome. É de graça, leva uma tarde e é o que mais muda o que aparece na primeira tela.
O resto vem depois: a página própria, o que ela explica, o conteúdo que sustenta. Mas a base é essa — o que um estranho encontra quando digita o seu nome.
Se você fez a busca e não gostou do que viu, essa é exatamente a conversa que eu tenho com quem chega aqui. Eu procuro o seu negócio como um cliente faria, no Google, no Instagram, no site e nas avaliações, e conto o que encontrei. Sem compromisso e sem custo.






