Contabilidade que não fala contabilês
Direção de arte para uma contabilidade consultiva. Azul, objetos em 3D e uma regra de ouro: se a frase precisa de glossário, não entra na peça.
O cliente de contabilidade quase nunca entende o que está comprando. A arte existe para encurtar essa distância.
Azul escuro de base, um ciano que funciona como marca-texto e objetos em três dimensões no lugar da eterna foto de aperto de mão. Um despertador cobra o Imposto de Renda, um bloco de anotações explica planejamento tributário, uma caneta-tinteiro convida para a conversa. É contabilidade com cara de revista de negócios, e o leão até parece menos bravo.
São dois azuis com funções diferentes, e é isso que organiza a leitura: o escuro é fundo, o claro é apontador — ele só pinta a palavra que decide a frase. Os objetos em três dimensões entram no lugar da foto de reunião de banco de imagem, que é o clichê do setor: um cálculo que flutua diz mais sobre contabilidade do que gente de terno apertando a mão. O branco aparece onde a peça quer parecer documento.
Título curto em peso alto, explicação em corpo pequeno. Nenhuma peça passa de uma ideia.


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