CATvante
Parar de comprar clique e começar a comprar cliente
Uma plataforma de testes psicológicos que media a coisa errada — e, por medir errado, investia no lugar errado. O conserto começou no painel, não na peça.
Entrava muita gente. Comprava pouca. O problema nunca foi o volume — era o que estava sendo pedido ao anúncio.










A fileira de cima e a de baixo são o mesmo perfil, com um ano de diferença. Em cima, cada peça tenta caber um parágrafo inteiro dentro da arte, e cada uma resolve o título de um jeito. Embaixo, uma ideia por peça, um sistema só.
Quando a métrica mente, a decisão erra junto
O CATvante tem o que boa parte das empresas não tem: produto validado, base técnica e gente séria por trás. O que não acompanhava era a forma de medir e a forma de contar.
O primeiro problema não era criativo, era de instrumentação. A conversão que o painel reportava não correspondia à venda. Isso contamina tudo o que vem depois: o anúncio que parece barato passa a ser o que traz quem nunca compra, e o investimento vai justamente para onde o retorno não existe.
A distorção aparece ao cruzar as duas fontes. No mesmo período, o painel contava mais que o dobro de compradores do que a base da plataforma realmente tinha.
Instrumentação
Fazer a conversão apontar para a venda, antes de mexer em qualquer peçaMídia
Parar de comprar clique e passar a comprar conversãoEsta é a parte que menos se vê e mais pesa. A campanha antiga pedia ao Google o que ele sabe entregar barato: clique. E ele entregou — muito clique, muito acesso, e quase nenhuma compra na ponta.
As campanhas foram refeitas pedindo outra coisa: conversão. O resultado muda de natureza, não só de tamanho. Passa a entrar menos gente e a sair mais venda, com um orçamento diário bem menor do que o de antes.
Direção de arte
Sair da linguagem de manual e falar com o psicólogo que ainda não conhece a marcaMídia melhor leva mais gente certa até a página. O que acontece lá dentro é outro trabalho. A identidade nova abandona a caixa de cor sobre foto dessaturada e o texto longo dentro da peça. Entra fotografia, hierarquia tipográfica e uma frase que o psicólogo reconhece como dele — a dúvida da rotina, não a descrição do instrumento.


Vídeo
Ocupar o formato que a marca não usavaO feed era estático. Vídeo e formatos de maior alcance simplesmente não entravam na régua. A série "Café com Psi" abriu essa frente: rosto, fala direta e assunto de rotina — o tipo de conteúdo que circula para fora de quem já segue.



O que aconteceu com os cadastros
jun/2025 a jan/2026fev/2026 em diante
ver os números
| mês | cadastros |
|---|---|
| jun/25 | 2 |
| jul/25 | 70 |
| ago/25 | 58 |
| set/25 | 82 |
| out/25 | 57 |
| nov/25 | 47 |
| dez/25 | 30 |
| jan/26 | 38 |
| fev/26 | 77 |
| mar/26 | 99 |
| abr/26 | 93 |
| mai/26 | 142 |
| jun/26 | 96 |
| jul/26 | 84 |
| ago/26 | 104 |
| set/26 | 95 |
O acumulado sempre sobe — por isso ele não serve para avaliar nada. O que conta é quanto entra em cada mês. Olhando assim, o ritmo de entrada mais que dobrou da primeira metade do período para a segunda, e deixou de depender de picos isolados.
Esses três são a virada: o anúncio deixou de comprar clique e passou a comprar conversão, e o ritmo de entrada dobrou. Os quatro abaixo são o tamanho do que isso construiu no período.
O que isso não quer dizer
O período teve mudança de comunicação, correção de medição e ajuste de mídia ao mesmo tempo, e a plataforma também amadureceu sozinha nesse intervalo. Nada aqui prova relação de causa e efeito isolada.
Resultado passado não é garantia de resultado futuro.
Projeto conduzido junto com Thomas Marinho e Gabriela Raveta.
